Explore todas as especialidades de cirurgia plástica,
reconstrutiva e estética que temos ao seu dispor.
Existem 4 técnicas base para a reconstrução mamária: expansor tissular e prótese, retalho músculo-cutâneo de grande dorsal com ou sem prótese, reetalho múscuço-cutâneo recto abominal (TRAM) e retalhos livres cutâneo-adiposos da parede abdominal (DIEP, SIEP).
1- A cirurgia com expansor mamário, tanto pode ser usado nas reconstruções mamárias imediatas ou nas diferidas, quando se retira a totalidade de pele da mama. Existem expansores que já têm incorporado uma câmara de gel e que não necessitam de ser substituídos por uma prótese; nos outros casos, é necessário uma segunda cirurgia para substituir o expansor pela prótese. Em todos eles é necessário uma visita semanal ao cirurgião que procederá ao enchimento progressivo do expansor com soro fisiológico. Esta técnica só deve ser usada quando, após a mastectomia, a doente ficou com uma espessura adequada de tecidos para que suportem a expansão dos mesmos (por analogia, poderemos dizer, que é aproximadamente o que se passa com uma gravidez). Embora não seja uma contra-indicação formal, deve-se evitar o uso desta técnica sempre que for previsível a necessidade de tratamento complementar com radioterapia, ou caso já tenha sido tratada por este meio.
2- A cirurgia com retalho músculo-cutâneo de grande dorsal, tanto pode ser usado nas reconstruções mamárias imediatas como nas diferidas. O músculo grande dorsal tem a forma de um “bacalhau” e cobre a grande parte da região dorsal, terminando por um tendão mais ou menos esguio que se insere no braço. Este músculo, dada sua configuração sui generis, permite que seja pivotado no braço e transposto para a região da mama. Se a mama for pequena, esta pode ser reconstruída apenas com este tecido, ou seja, músculo, gordura e pele da região dorsal; se se prevê que estes tecidos não são suficientes para reconstruir a mama de uma pessoa concreta, ter-se-á de lançar mão também de uma prótese mamária.
3- A cirurgia com tecidos da parede abdominal têm alguns aspectos comuns: Os tecidos a transpor para reconstruir a mama saem da região infra-umbilical, mais ou menos como de uma abdominoplastia se tratasse.
No TRAM, também leva um músculo grande dorsal, que será o veículo de transporte de sangue para o retalho. Tem como desvantagem que a parede abdominal tem de ser reconstruída com uma rede semelhante à que se usa no tratamento das hérnias, havendo, contudo, sempre uma fragilidade da parede abdominal.
4- Com os retalho livres, DIEP e SIEP, ao contrário do TRAM não leva o músculo reto abdominal, mas é uma técnica mais exigente, porque implica lançar mão de técnicas de microcirurgia para permitir a vascularização do retalho. Tem uma taxa de complicações, quanto à viabilidade do retalho, maior que o TRAM, mas não tem o inconveniente de fragilizar a parede abdominal.
Todas as cirurgias deixam cicatrizes. Assim, na reconstrução da mama com expansor ficará apenas uma cicatriz na parte anterior do tórax. Na reconstrução com retalho músculo-cutâneo de grande dorsal, ficará uma cicatriz na região dorsal, geralmente ao nível do sutiã, e duas cicatrizes na região anterior do tórax. Será, contudo, de referir que nas mastectomias poupadoras de pele, poderá ficar, no que toca à região anterior do tórax, com uma cicatriz em redor do que era a areola.